Turismo pós-pandemia: analistas dizem que turistas vão preferir viagens de carro e viagem de avião de até 3 horas, mas médico afirma que ainda não é momento para viajar

Todos tentam fazer uma previsão de como será a vida pós-pandemia pela Covid-19, o novo coronavírus.

Os do setor de turismo arriscam que a forma de viajar a passeio vai mudar radicalmente.

Isso, quando a curva de contaminação cair e a vacina for descoberta e aplicada, presume o bom senso.

Em matéria publicada no Jornal o Estadão, o assunto foi tratado nesta segunda-feira, 6. 

Eis:

“Do mesmo jeito que o Brasil abandonou o marketing em mercados internacionais, parou também de se comunicar com o brasileiro. Mas, enquanto as fronteiras estiverem fechadas, viajaremos com prazer pelo Brasil. É possível que a vontade reprimida de viajar nos faça ver os atrativos brasileiros com outros olhos”, afirma Ricardo Freire, à frente do site Viaje na Viagem.

Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), os desembarques internacionais devem cair entre 60% e 80% no mundo em 2020. Isso significa de 850 milhões a 1,1 bilhão de viajantes estrangeiros a menos.

No Brasil, diversas campanhas incentivam o turismo doméstico. O movimento #ViajePeloBrasil reúne em torno de 20 associações do setor, como o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turística (Sindepat), que tem Beto Carrero World, Bondinho Pão de Açúcar e Beach Park entre seus associados. No site da CVC, por exemplo, os destinos mais buscados para viagens a partir do quarto trimestre são Maceió, Gramado e Rio de Janeiro.

É que o Brasil faz um movimento diferente de outros países, que saíram da quarentena para reaver suas atividades, incluindo viagens, após vencerem o pico da covid-19.

A curva de contaminação e mortes pelo coronavírus segue subindo no País, no entanto vários destinos, hotéis e atrações já anunciam a reabertura, com expectativa crescente no número de visitantes a partir de julho.

“Aqui ainda não é o momento em que eu recomendaria para viajar”, alerta Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, médico do Hospital Emílio Ribas. “Quando a gente está falando de turismo está falando de deslocamento. A doença viaja com as pessoas”, conclui Dr Francisco.